Criar emprego

“A Sonae, que se apresenta como o maior empregador privado português, com mais de 40 mil trabalhadores, criou 2265 postos de trabalho em 2016. Este número corresponde a uma média de 6,2 novos empregos por dia e ajudou a acompanhar a dinâmica de crescimento de um grupo que viu as vendas crescerem 7,2%, para os €5,3 mil milhões, ou “vendeu por dia mais um milhão de euros do que no ano anterior”, como sublinhou o copresidente executivo da empresa, Ângelo Paupério, na apresentação de contas do grupo.”

Margarida Cardoso, Expresso, 19 Março 2017

Hobbes

“Em 1998, quando o herói do PCP e do Bloco (Hugo Chavéz) chegou ao poder, 42% dos venezuelanos vivia na pobreza. Agora, depois de vinte anos de socialismo chavista defendido por intelectuais, políticos, académicos e jornalistas de Lisboa, 82% dos venezuelanos vive na pobreza total.

Pela enésima vez, o comunismo ou socialismo defendidos pelo Bloco e PCP destruiu um país; pela enésima vez, as soluções “avançadas” da esquerda devolveram um país inteiro ao estado da natureza, à anarquia, à fome, à mortalidade infantil, à morte nos hospitais motivada pela falta de medicamentos simples, aos raptos, aos assassínios, ao indescritível caos das prisões. Este estado da natureza hobbesiano foi, é e será sempre a consequência das ideias defendidas por Jerónimo de Sousa e Catarina Martins. Hobbes, e não Marx, está sentado à espera dos dois para almoçarem em Caracas.”

Henrique Raposo, Expresso, 19 Abril 2017

Fatima

“Anselmo Borges, padre da Sociedade Missionária Portuguesa, falou ao Expresso a propósito do lançamento do seu novo livro, “Francisco: Desafios à Igreja e ao Mundo”

Decidiu ser padre aos 19 anos porque a morte o inquietava. Ainda pensa na finitude, mas diz que “a única porta de salvação para uma vida eterna” foi Jesus quem lha abriu. Entrou há 50 anos, ao ser ordenado pelo cardeal Cerejeira. Nunca deixou a Igreja mas arrepiou caminho e escolheu a via da crítica ativa. Professor universitário em Coimbra, lança um novo livro — “Francisco: Desafios à Igreja e ao Mundo” —, prefaciado por Artur Santos Silva e, a partir da próxima semana, vai andar pelo país a apresentá-lo, na presença de pessoas tão diferentes como Ramalho Eanes, Frederico Lourenço, Pedro Mexia, Pedro Rangel, Maria de Belém, Carlos Fiolhais ou Isabel Allegro de Magalhães.

No seu livro levanta questões mais comuns ao discurso de não católicos. Ainda se revê na Igreja?

Pertenço por convicção à Igreja Católica e procurei ser leal, mas há duas questões fundamentais. A primeira é que Deus é amor. A outra tentativa de definir Deus surge no Evangelho segundo São João: no princípio era o logos, a razão, e Deus é razão. Para mim, se Deus é razão, devemos estar na Igreja com dimensão crítica. E se a fé não deriva da razão, à maneira das ciências matemáticas, para ser humana, não a pode contradizer.

O livro é um alerta para situações com as quais não concorda?

Exatamente. Há uma crítica para dentro da Igreja, seguindo alertas que vêm do Papa Francisco. Porque este Papa é cristão no sentido mais radical, não é apenas batizado, ele segue Jesus. E quando olhamos para a Igreja, nem sempre vemos um verdadeiro discipulado de Jesus. Assistimos a uma hierarquia que frequentemente vive na ostentação, que não se bate pelos direitos humanos, que têm de ser praticados dentro da Igreja. Depois do Concílio Vaticano II, a primavera da Igreja, veio o inverno, que teve uma expressão dramática na condenação de teólogos.

Francisco trouxe uma nova primavera?

As pessoas gostam dele, ele faz o que Jesus fazia, é amor.

Mas basta? Jesus provocou ruturas. E o Papa Francisco?

Jesus opôs-se à religião estabelecida, foi crucificado por ter sido condenado, em primeiro lugar, pela religião oficial. Foi condenado como blasfemo e subversivo. E o Papa Francisco, se não tivesse operado ruturas, não tinha tanta oposição de alguns cardeais.

A oposição existe em Portugal?

O que mais noto aqui é que o Papa Francisco não está vivo e operante, em primeiro lugar, na hierarquia católica. Diria até que há mais simpatia para com ele fora da Igreja.

No livro diz que a Igreja portuguesa parece paralisada. O que Francisco pode provocar em Fátima?

Fátima é um caso muito especial de religiosidade. A Igreja oficial tenta enquadrar Fátima, mas as pessoas vão lá com uma devoção particular.

A mãe de Jesus surgiu em Fátima?

Posso ser um bom católico e não acreditar em Fátima porque não é um dogma. Não me repugna, contudo, que as crianças, os chamados três pastorinhos, tenham tido uma experiência religiosa, mas à maneira das crianças e dentro dos esquemas religiosos da altura. É preciso também distinguir aparições de visões. É evidente que Nossa Senhora não apareceu em Fátima. Uma aparição é algo objetivo. Uma experiência religiosa interior é outra realidade, é uma visão, o que não significa necessariamente um delírio, mas é subjetivo. É preciso fazer esta distinção. E por isso digo que é necessário evangelizar Fátima, ou seja, trazer uma notícia boa. Porque mesmo para aquelas crianças, aquela não foi uma notícia boa: que mãe mostraria o inferno a uma criança?”

Christiana Martins, Expresso, 16 Abril 2017

 

 

Utopia

“Tzvetan Todorov (1939-2017) fez no ensaio aquilo que Camus fez no romance. Os seus ensaios faziam às ideias aquilo que Camus fazia às personagens, ou seja, impunha-lhes uma certa decência camusiana, que assentava neste princípio: o fim das utopias não legitimava o cinismo, não saltamos do 80 maximalista para o 8 minimalista; há um ponto intermédio – a decência – entre a overdose utópica e a amoralidade do cinismo.

O pensamento de Todorov até me faz lembrar Bernard Rieux, a personagem principal de “A Peste”: a inexistência de uma Humanidade una e bondosa não legitima o abandono dos homens concretos que sofrem à nossa volta. Este humanismo camusiano é bem evidente num dos grandes resumos do século XX, “Memória do Mal, Tentação do Bem” (Edições Asa).”

Henrique Raposo, Expresso, 11 Abril 2017

maria helena

“Morreu a mulher que aprendeu com os gregos que as coisas belas são difíceis.

Maria Helena da Rocha Pereira (1925-2017) foi durante décadas o rosto dos Estudos Clássicos em Portugal. Deixa uma obra vastíssima e um exemplo de determinação e rigor. As suas traduções das grandes tragédias gregas são uma referência, assim como os trabalhos que fez à volta da literatura portuguesa.”

Lucinda Canelas e Luís Miguel Queirós, Público, 10 de Abril de 2017

 

dissolver os factos

“Há uma característica curiosa no debate sobre a saída do euro. Os seus maiores defensores exigem que esse debate se faça mas ficam descontentes com qualquer argumento que não concorde com a conclusão que preferem. Eu concordo que este é um debate que tem de ser feito. Mas espero que os proponentes da saída concordem que ele só pode ser feito com todos os factos.

Carlos Carvalhas, ex-secretário-geral do PCP, respondeu à minha crónica de passada quarta alegando que “a saída de Portugal da zona Euro não implica a saída da UE” e citando um documento do BCE (“legal working paper” 10, de 2009) que, segundo Carvalhas, “prevê a possibilidade de um país sair unilateralmente do Euro”. Não é a mesma coisa. Basta ler o documento para ver logo na segunda frase que a saída do euro sem saída da UE seria “legalmente inconcebível” e na página 7 que esta seria legalmente impossível (no original: “withdrawal from EMU without a parallel withdrawal from the EU would be legally impossible”). Não fui eu que trouxe este documento para a discussão; podemos ao menos concordar que ele diz o contrário do que foi alegado por Carvalhas?

A razão por que é praticamente impossível sair do euro sem sair da UE é elementar: não existe nenhum “tratado do euro” de que se possa sair. Existe um Tratado da UE do qual se sai usando o agora famoso artigo 50. Esse tratado (mais um outro, sobre o funcionamento da UE) inclui o euro mas também incontáveis outras coisas, como a liberdade de circulação, os nossos direitos de voto ou o acesso a fundos europeus. Sair destes tratados é sair da UE, e tem inúmeras consequências para a vida de milhões de portugueses, cá dentro ou lá fora. Convinha que não o descobríssemos só no momento das negociações, graças a um “debate” de que os factos mais relevantes tivessem sido afastados com um encolher de ombros.

Uma segunda resposta à mesma crónica, desta feita por José Guilherme Gusmão, dirigente do BE, acaba implicitamente admitindo que Portugal sairia da UE ao usar como comparação a Noruega — país que não está no euro, nem na UE, mas no mercado único. Só que a Noruega tem de aceitar as regras do mercado único sem nelas ter direito de voto. E para o resto tem que pedir acordos que podem ser rejeitados pelo Conselho ou pelo PE. Como “recuperação de soberania” não é brilhante. Acrescente-se que Portugal não sairia da UE com os acordos que a Noruega negociou durante décadas. E tampouco sairíamos com o petróleo da Noruega, se é que isso não é evidente.

Gusmão alega também que o cenário que eu descrevi — estar fora do mercado da UE em caso de saída do euro — “configuraria um embargo comercial”. Eu não escrevi tal absurdo. O que configuraria é uma grande desvantagem comparativa para o nosso país no acesso aos nossos maiores clientes, e não só nas tarifas. Como nos pode explicar qualquer camionista que entregue, por exemplo, peças para a indústria automóvel, um dos grandes problemas de estar fora da UE está na burocracia e nos tempos de espera na fronteira que não se compadecem com as cadeias de produção atuais. Criar a Portugal uma desvantagem permanente em nome da vantagem temporária de desvalorizar a moeda pode não chegar sequer para compensar a saída.

Mas claro que depois de sair da UE e do euro, e de tentar renegociar a dívida numa posição de incerteza externa e divisão política interna, será facílimo convencer os outros países a darem-nos as vantagens de acesso entretanto abandonadas. Bastará para tal não esquecer que somos uma República soberana, como refere Gusmão. Pois somos, e ainda bem. Mas os outros também são estados soberanos. E é de acesso aos mercados dos outros, e de direitos de cidadãos portugueses nos territórios dos outros, que estamos a falar.

Como Gusmão bem sabe, sempre fui a favor de fazer este debate mesmo quando o então coordenador do BE achava que a saída do euro era um “projeto macabro” sonhado pelos ”idiotas úteis da senhora Merkel” (Expresso, 17/11/2011). Uma vez que nunca usei tal linguagem de chantagem e sectarismo, acolho qualquer diálogo que respeite a seriedade dos interlocutores. O que apresento aqui são factos. Ora a nossa soberania, que não prezo menos do que Carvalhas e Gusmão, ainda não nos permite dissolver os factos incómodos como se de uma varinha de condão se tratasse.”

Rui Tavares, Publico, 05 Abril 2017

Vacas gordas

“1. Este quadro, retirado de um estudo do Forum para Competitividade citado no Expresso, mostra duas coisas indesmentíveis:
– que o impacto económico da adesão tanto à UE como ao euro – muito positivo nuns países, muito menos noutros – depende essencialmente das políticas nacionais;
– que o desempenho económico de Portugal foi um desastre, agravado pela recessão de 2011-14, tendo o país sido ultrapassado por vários outros, que partiram muito mais atrasados.
O nosso miserável desempenho económico é o resultado de opções económico-financeiras erradas, baseadas no crescimento da despesa pública e no endividamento, na aposta em investimento nos setores não transacionáveis (nomeadamente a construção civil), no crescimento de salários acima da produtividade, na falta de aposta na produtividade e na competitividade externa, no excessivo endividamento de empresas e famílias, no desequilibrio comercial externo.”

“2. Quanto o ciclo económico está de novo em alta, como agora – puxado pela robusta retoma europeia – e os juros permanecem baixos – cortesia do BCE -, é mais fácil alimentar a despesa pública, aumentar rendimentos, descer o défice nominal (que não o estrutural) e o rácio da dívida e até conseguir uma melhoria de notação das agências de rating.

O problema é o de saber se não estamos agora a repetir alguns dos principais erros da década de 90, quando a enorme descida da taxa de juro ligada à perspetiva de entrada no euro foi aproveitada para aumentar imprudentemente a despesa pública e privada, para investir no imobiliário, para subir os salários acima da produtividade, para aumentar exponencialmente o consumo a crédito e reduzir a poupança interna, ou seja, para viver outra vez “acima das possibilidades”.
O pior vem depois, quando aquela virtuosa e pouco comum combinação de crescimento económico e juros baixos se desfizer, ou seja, quando vier a inevitável subida da taxa de juro e, mais tarde,  o arrefecimento ou a inversão do ciclo económico.”

“3. Quem se refastela imprudentemente em período de “vacas gordas”, como sucedeu há vinte anos, corre o riso de amargar a vida quando os tempos fastos virarem.
Se a situação se repetir, não nos queixemos outra vez ingratamente da Europa, para esconder a nossa recidiva nos mesmos erros.”

Vital Moreira, Causa Nossa, 04 Abril 2017

 

liberais

“Se o liberalismo e a prosperidade andam juntos, o socialismo e a pobreza andam de mãos dadas. E esqueçam a retórica socialista. Os partidos socialistas não querem, nunca quiseram, acabar com a pobreza

O visual “Trumpesco” de Wilders e a obsessão com o populismo moldaram as análises dos resultados das eleições holandesas. A derrota de Wilders é relevante mas só conta metade da história. A derrota das esquerdas constitui a outra metade. Será mesmo caso para dizer: mais uma derrota depois da maior crise financeira das últimas décadas. Os socialistas holandeses tiveram um resultado miserável, passando de maior partido das esquerdas para o terceiro (na práctica, o último dos que contam). A extrema esquerda, embora à frente dos socialistas, perdeu um deputado em relação às últimas eleições. Os Verdes foram os únicos que cresceram entre as esquerdas, aumentando o número de deputados de 4 para 14.

A direita e os liberais foram os grandes vencedores. Os liberais de direita, partido do PM Mark Rutte, ganharam e continuam a ser o maior partido. Os democratas cristãos recuperaram, em parte, da grande derrota das últimas eleições. Os liberais do centro, o D66, também melhoraram tornando-se, juntamente, com os democratas cristãos o terceiro maior partido. O nosso (salvo seja) PS justificou a derrota dos socialistas holandeses com a coligação com a direita dos últimos anos. Esta explicação só serve para justificar a geringonça nacional e não resiste a dois minutos de escrutínio. Em primeiro lugar, é verdade que os socialistas foram o parceiro menor da última coligação, mas fizeram uma campanha bem à esquerda. Se o eleitorado socialista penalizou a aliança à direita, porque não votou nos outros partidos de esquerda e foi votar na direita?

Olhando para outros países europeus, a tese socialista também não resiste. Aqui ao lado, em Espanha, o PSOE nunca se aliou à direita e sofreu duas pesadas derrotas eleitorais no último ano. Em França, o mesmo. Os socialistas franceses estão divididos e fracos, de tal modo que Hollande nem sequer se recandidatou, e não se aliaram à direita. Na Alemanha, passa-se o oposto. O SPD está numa coligação com a direita, mas está empatado nas sondagens. A falta de um mínimo de seriedade intelectual do actual PS é espantosa e vergonhosa, apesar de os seus dirigentes não sentirem qualquer vergonha.

Talvez a explicação da derrota socialista não se encontre na coligação com a direita mas nos seus próprios erros. Ou, melhor, no seu programa político. A maioria dos holandeses não se revê no aumento do peso do Estado na economia nem na entrada ilimitada de emigrantes, tradicionalmente vistos pela esquerda como um batalhão de potenciais eleitores. Se os holandeses recusaram o extremismo de Wilders, preferem o realismo dos liberais ao multiculturalismo socialista. Mas a economia foi o tema central das eleições; não foi a emigração nem a Europa. E os factos são claros. A maioria dos holandeses olha para a direita e os liberais como os melhores para recuperarem a economia, mesmo depois da crise.

Não é só na Holanda que se olha para as ideias liberais como ajustadas para a prosperidade económica. Acontece o mesmo nos países escandinavos, na Alemanha e no Reino Unido. Nestes países, o peso das ideias liberais vai muito para além dos partidos Liberais. Influencia os programas económicos dos principais partidos, sobretudo à direita, mas também nos partidos de centro-esquerda. Não é por acaso que estes países são os mais ricos no mundo e com as sociedades mais justas. Em grande medida, deve-se à tradição liberal.

Se viajarmos para sul onde as ideias liberais têm pouco impacto, encontramos países com uma forte tradição socialista. França, Espanha, Portugal, Itália e Grécia, países endividados, pobres, com o Estado a meter-se em tudo o que mexe. Se o liberalismo e a prosperidade andam juntos, o socialismo e a pobreza andam de mãos dadas. E esqueçam a retórica socialista. Os partidos socialistas não querem, nem nunca quiseram, acabar com a pobreza. Querem uma sociedade de cidadãos remediados e dependentes do Estado, e isso só se consegue com pobreza e pouco desenvolvimento económico. Daí vem a sua força e os seus votos. Nos países desenvolvidos, os partidos socialistas perdem força e, para ganhar eleições, precisam de adoptar algumas propostas mais liberais, como fazem os partidos sociais democratas do norte da Europa.

Entre 1986 e 2009, Portugal perdeu uma oportunidade histórica para se tornar mais liberal, mais desenvolvido e mais rico. Falhou. Em vez disso, tornou-se altamente endividado, remediado e pouco desenvolvido. A crise piorou tudo. Foi o resultado de um excesso de socialismo e um enorme défice de liberalismo. O pior é que não temos emenda. Estamos condenados à pobreza e ao socialismo.”

João Marques de Almeida, Observador, 19 março 2017

Ai, a dívida!

“Há quem continue a reagir “à patada” aos alertas vindos do exterior sobre os riscos que continuam a pesar sobre a nossa dívida pública, por causa do seu nivel muito alto (…) e do elevado spread de juros em relação aos das dívidas mais seguras.
Mas os números não enganam. Passada a “crise das dívidas soberanas”, Portugal continua com a 3ª maior dívida (depois da Grécia e da Itália) e o 3º spread mais elevado (só superado pela Grécia e por Chipre). É evidente que, depois da crise, os mercados (e as agências de rating) passaram a diferenciar as dívidas soberanas pelo seu grau de risco.”

Por isso, em vez de puxar da pistola contra quem faz avisos, seria melhor trabalhar consistentemente para prosseguir a consolidação orçamental, baixar significativamente o rácio da dívida pública e melhorar o seu rating, aproveitando tanto a evolução favorável da economia no plano nacional e ao nivel europeu como a preciosa ajuda da política monetária expansionista do BCE e do seu programa de compra de dívida pública (que não dura sempre).
Se, em vez disso, aproveitarmos a “folga” para fazer mais despesa pública à conta de mais dívida – como alguns defendem -, não saímos da zona de risco. Nem nos livramos das advertências externas!”

Vital Moreira, Causa Nossa, 17 Março 2017

a oposição

“A oposição absoluta da esquerda comunista e neocomunista à União Europeia baseia-se antes de mais no facto de a integração europeia assentar numa economia de mercado (baseada na liberdade de empresa e na concorrência) e num “mercado único” (baseado na liberdade de circulação dos fatores de produção e de produtos e serviços dentro da União), o que contraria frontalmente os seus objetivos “anticapitalistas” de coletivização e de estatização da economia.
Realmente não se lhes pode pedir que reneguem as suas opções ideológicas…”

Vital Moreira, Causa Nossa, 16 Março 2017