As nossas elites

“… porque é Portugal o único país que registou contínuos défices orçamentais desde 1974 e o primeiro país (antes da França e Alemanha) a ser objecto de um procedimento por défices excessivos? Porque não aproveitou Portugal as descidas da taxa de juro para reduzir o seu nível de endividamento, mas antes aumentou-o? Porque ocupa Portugal, um lugar cimeiro (com Reino Unido, Grécia, etc.) nas parcerias público-privadas? Porque se fez desorçamentação em larga escala (estradas, hospitais e outro investimento público)? A resposta é simples: as nossas elites (…) nunca entenderam as noções de “restrição orçamental”, “sustentabilidade” e “equidade intergeracional”.“

Paulo Trigo Pereira, jornal Público, 12 Maio 2013, pag. 55

Democrática, aberta e livre

“Há quem odeie os EUA por dois motivos: a direita, por ainda olhar aquele país como uma colónia, a esquerda por Washington representar a sede de um Império maligno. É provável que, no passado, os serviços secretos americanos tenham cometido crimes, mas como saltar desse reconhecimento para a ideia, também presente aquando do atentado às Torres Gémeas, de que os americanos são capazes de colocar bombas em solo próprio? Os adeptos de conspirações bizantinas e os manos de origem tchetchena têm em comum sentimentos tão desprezíveis quanto a frustração, o medo e o ódio. É isto que os impede de compreender o que é uma sociedade democrática, aberta e livre.“

Maria Filomena Mónica, jornal expresso, 1º caderno, 11 Maio 2013, pag. 18

Esquerda e direita

“Há quem pense que esquerda e direita não se entendem por terem, como é suposto, diferentes respostas para os problemas do país. Mas não, esquerda e direita nem sequer se entendem quanto à doença, quanto mais em relação à cura.”

João Miguel Tavares, jornal Público, 25 Abril 2013, pág. 48

A corrupção explica

Paulo Morais: Crise foi provocada pela corrupção, não pelos excessos dos portugueses

O vice-presidente da Associação de Integridade e Transparência, Paulo Morais, garantiu hoje que a crise económica em Portugal não se deve ao facto de os portugueses terem vivido acima das suas possibilidades, mas aos fenómenos de corrupção.

“Há duas mentiras que têm sido repetidas na sociedade portuguesa: que os portugueses andaram a gastar acima das suas possibilidades e que não há alternativa à austeridade para expiarem os pecados (que não cometeram) “, disse.

Paulo Morais, 02 Maio 2013, 20:02 por Jornal de Negócios on line

Eleições em 2015

“Simplificando, o que o Presidente pensa sobre a situação política é simples:

a) existe uma maioria parlamentar;

b) essa maioria apoia o Governo;

c) enquanto essa maioria existir o Governo deve continuar em funções;

d) se essa maioria se desfizer, não vai haver um Governo de iniciativa presidencial;

e) nesse caso, mas apenas nesse caso, o Presidente convocará eleições;

f) Ainda nesse caso, o Presidente não dará posse a um Governo que não seja maioritário, obrigando a um acordo entre o PS e o PSD (pelo menos);

g) O Presidente espera que esta situação só se coloque em 2015;

h) até essa data, o atual Governo está obrigado a governar;

i) o PS não deve afastar-se demasiado do Governo porque, o mais tardar em 2015, estará no Governo com o PSD.

É isto o que pensa o Presidente. Pode-se concordar ou não. Mas só não percebe isto quem não quer.”

A oposição precisa de um tradutor para Cavaco

Ricardo Costa, jornal Expresso on line, 25 de abril de 2013

Comprar dívida pública

“Introdução de círculos uninominais de deputados à Assembleia da República já, e levantamento do sigilo bancário para todos os responsáveis políticos (de presidentes de junta de freguesia a presidentes da Republica) de 1974 até agora, e para vigorar daqui em diante. O objectivo seria obrigar todas estas pessoas a investir 10% das suas economias na compra de dívida pública portuguesa a juros baixos.”

Virgílio Castelo, jornal Público, 25 Abril 2013, pág. 7

A Sinfonia nº 8 de Mahler

“A Sinfonia n.º 8 em mi bemol maior de Gustav Mahler é uma das obras corais de maior escala do repertório orquestral clássico. Como exige uma enorme quantidade de instrumentistas e membros do coro, é frequentemente chamada «Sinfonia dos mil», embora a obra se interprete muitas vezes com menos de mil intérpretes e o próprio Mahler não tenha aprovado esse epíteto. A peça foi composta num único período de inspiração em Maiernigg, no sul da Austria, no verão de 1906. Foi a última obra que Mahler estreou em vida, tendo obtido (…) um grande êxito de crítica e de público quando a dirigiu na estreia absoluta em Munique, em 12 de setembro de 1910.”

Wikipedia em 4 Maio 2013