O orçamento para 2014

“Por mim, respeitaria os 4% de défice com que nos comprometemos.

Se não conseguimos reduzir a despesa, por falta de coragem ou porque a Constituição o não permite, aumentemos a carga fiscal, por aumento da taxa normal de IVA, que é o imposto que menos compromete a competitividade da economia portuguesa.

Em nome do apoio devido aos mais pobres, mantenhamos a taxa reduzida e, se necessário, aumentemos a sua base de incidência.

Em nome da competitividade, e do crescimento, baixemos o IVA sobre todas as actividades que tenham que ver com turismo, nomeadamente na restauração (o turismo é a única actividade exportadora em que o IVA funciona como factor de perda de competitividade).

E aumentemos a taxa normal, tanto quanto seja necessário, para impedir um défice acima dos 4% do PIB.“

Daniel Bessa, Expresso, Economia, 21 Setembro 2013

O obstaculo democratico

Tanto à direita como à esquerda, existem sectores que naturalmente não gostam de “cumprir” as regras da democracia

A direita “autoritária” porque considera que naturalmente deve governar, mais que não seja por direito “divino”, e por isso não consegue perceber, porque razão, às vezes, o povo escolhe a esquerda para governar

A esquerda “autoritária” porque considera que moralmente é a unica com o direito de governar, e que ainda por cima, e porque acredita no marxismo, mas também por isso, não percebe porque razão o povo escolhe, às vezes, a direita para governar

Ambos, os sectores – à direita e à esquerda –  geralmente e à vez, não gostam das escolhas dos eleitores e raramente, também à vez, concordam com essas escolhas

Os outros, que nunca ganharam eleições ainda não perceberam as regras do jogo e pelo que se percebe nunca irão perceber

Na verdade, a democracia não deixa de ser um obstáculo

Peter Almeida De Vries

A realidade

“A economia portuguesa não produz riqueza suficiente para gerar as receitas fiscais necessárias para as responsabilidades de despesa assumidas e quiçá garantidas constitucionalmente. Essa despesa concentra-se em três áreas: prestações sociais, salários da função pública e juros da dívida.“

Paulo Trigo Pereira, Renovar o contrato social, jornal Público, 18 Agosto 2013